Correios aprovam empréstimo bilionário de R$ 20 bilhões para reestruturação financeira em meio a prejuízo histórico de R$ 6 bilhões em 2025

Correios aprovam empréstimo bilionário de R$ 20 bilhões para reestruturação financeira em meio a prejuízo histórico de R$ 6 bilhões em 2025

Conselho aprova crédito com garantia da União O Conselho de Administração dos Correios deu o aval para a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, uma medida considerada estratégica para a reestruturação financeira da empresa. A operação aguarda análise e aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), uma vez que contará com a garantia […]

Resumo

Conselho aprova crédito com garantia da União

O Conselho de Administração dos Correios deu o aval para a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, uma medida considerada estratégica para a reestruturação financeira da empresa. A operação aguarda análise e aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), uma vez que contará com a garantia da União. Essa salvaguarda minimiza o risco de inadimplência para os bancos envolvidos na operação.

Consórcio bancário e termos da operação

Um grupo formado por cinco bancos – Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra – propôs o empréstimo. A Caixa Econômica Federal, que participou das negociações iniciais, decidiu não prosseguir. Segundo informações, os termos do crédito são mais favoráveis que os anteriormente discutidos, apesar de o custo da operação ser elevado, próximo de 136% do CDI. A redução de exigências, como a necessidade de garantias adicionais, foi um fator para a aprovação interna.

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Prejuízo expressivo e causas da crise

A necessidade do empréstimo se dá em um contexto de grave crise financeira. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, os Correios registraram um prejuízo de R$ 6 bilhões, valor quase três vezes maior que o do mesmo período no ano anterior. A deterioração das contas é atribuída à queda na receita, especialmente de serviços internacionais, ao aumento das despesas operacionais e ao crescimento de passivos judiciais trabalhistas. A receita líquida caiu de R$ 14,1 bilhões para R$ 12,3 bilhões, enquanto os gastos com precatórios e RPVs saltaram de R$ 483,6 milhões para R$ 2,1 bilhões.

Plano de recuperação em três fases

Para reverter o quadro, os Correios elaboraram um plano de recuperação dividido em três etapas. A primeira fase, de estabilização, utilizará os recursos do empréstimo para recuperar a liquidez. A segunda fase, prevista para 2026-2027, focará em modernização tecnológica, reestruturação de unidades e contenção do déficit do Postal Saúde. A partir de 2027, a terceira fase buscará fortalecer a competitividade por meio de parcerias estratégicas no mercado logístico.

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