Polícia Civil de MG indicia candidata a vereadora por "candidatura fantasma" e desvio de R$ 8 mil do fundo eleitoral

Polícia Civil de MG indicia candidata a vereadora por “candidatura fantasma” e desvio de R$ 8 mil do fundo eleitoral

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou uma candidata a vereadora nas eleições municipais de 2024 e ex-presidente do diretório municipal do partido pelo qual concorreu, em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. A investigação aponta suspeita de apropriação indevida de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Suspeita de […]

Resumo

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou uma candidata a vereadora nas eleições municipais de 2024 e ex-presidente do diretório municipal do partido pelo qual concorreu, em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas. A investigação aponta suspeita de apropriação indevida de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Suspeita de esquema com “candidatura fantasma”

De acordo com a apuração, a candidata teria recebido aproximadamente R$ 8 mil do fundo eleitoral e repassado todo o valor a uma única pessoa, apresentada como coordenador geral de campanha. No entanto, a investigação revelou que o beneficiário aparenta ser analfabeto e não possuir qualificação compatível com a função, levantando fortes indícios de que a candidatura teria sido apenas formal.

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Essa prática é conhecida como “candidatura fantasma”, onde o candidato serve apenas como fachada para desviar recursos públicos destinados a campanhas eleitorais. O baixo desempenho eleitoral da candidata, que obteve apenas dois votos, reforça essa tese para a Polícia Civil.

Coordenador de campanha também é investigado

O suposto coordenador de campanha também foi indiciado. A suspeita é de que ele tenha atuado como “laranja” no esquema, servindo como intermediário para a movimentação indevida dos recursos. A identificação inicial das irregularidades ocorreu durante a análise da prestação de contas pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Eleitoral.

Penalidades e próximos passos

A candidata e o suposto coordenador foram indiciados pelo crime de apropriação de valores destinados ao financiamento eleitoral. A pena prevista no Código Eleitoral pode chegar a seis anos de reclusão, além de multa. A Polícia Civil também solicitou a quebra do sigilo bancário dos investigados para aprofundar a apuração.

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O inquérito policial será encaminhado à Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral analisará o caso e decidirá sobre a eventual responsabilização criminal dos envolvidos. Casos como este reforçam a importância da fiscalização rigorosa dos fundos públicos destinados a eleições em todo o estado de Minas Gerais, desde a Região Metropolitana de Belo Horizonte até o Norte de Minas.

Fonte: G1

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