Acordo UE-Mercosul: Setores de Minas Gerais Dividem Expectativas com Nova Zona de Livre Comércio

Acordo UE-Mercosul: Setores de Minas Gerais Dividem Expectativas com Nova Zona de Livre Comércio

O recente avanço do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona de livre comércio do mundo, gera expectativas distintas entre os setores produtivos de Minas Gerais. Enquanto o agronegócio vislumbra um futuro de maiores exportações e menos barreiras alfandegárias, a indústria mineira pede cautela e atenção aos […]

Resumo

O recente avanço do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que promete criar a maior zona de livre comércio do mundo, gera expectativas distintas entre os setores produtivos de Minas Gerais. Enquanto o agronegócio vislumbra um futuro de maiores exportações e menos barreiras alfandegárias, a indústria mineira pede cautela e atenção aos impactos da nova configuração econômica.

Otimismo no Campo Mineiro

O setor agropecuário de Minas Gerais celebra o acordo, que se arrasta por mais de duas décadas. Antônio de Salvo, presidente da Faemg, destaca a competitividade e sustentabilidade do agronegócio mineiro, que poderá se beneficiar da eliminação de barreiras impostas pela União Europeia. Produtos como café, que tem forte tradição em regiões como o Sul de Minas e a Zona da Mata, são vistos como grandes beneficiados.

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Cautela na Indústria

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) reconhece o potencial do acordo, mas enfatiza a necessidade de uma análise cuidadosa dos efeitos sobre as empresas mineiras. Setores como mineração, siderurgia (com destaque para o Vale do Aço), celulose e as indústrias automotiva e de autopeças, com forte presença em regiões como a Grande BH e o Triângulo Mineiro, podem se beneficiar da entrada de insumos e tecnologias mais baratas. No entanto, a Fiemg alerta para a concorrência em segmentos de bens finais, como alimentos e vestuário, e a importância de períodos de adaptação e apoio à competitividade.

Impactos Econômicos Detalhados

O economista Bruno Carazza, doutor em direito econômico pela UFMG, aponta que o acordo favorece principalmente o agronegócio. Contudo, a indústria mineira também sentirá os efeitos. A entrada de equipamentos e tecnologia europeus a custos menores pode impulsionar a produtividade, mas a redução de tarifas para produtos europeus também aumentará a concorrência interna, especialmente para indústrias de bens de consumo.

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Minas Gerais e a Europa: Uma Relação Comercial Forte

Minas Gerais se consolida como um importante parceiro comercial da União Europeia. Em 2024, o estado foi o terceiro maior exportador brasileiro para o bloco, com 20% de suas exportações direcionadas à Europa, atrás apenas da Ásia. Produtos como ferro-ligas, minérios de ferro, celulose e café representam a maior parte desses envios. O fluxo comercial entre Minas e a UE ultrapassou os US$ 9,3 bilhões, gerando um superávit de US$ 3,1 bilhões.

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Próximos Passos do Acordo

A confirmação da aprovação do acordo pelos países da União Europeia marca um passo significativo. A assinatura do texto está prevista para o dia 17, e para que o tratado entre em vigor, ainda será necessária a aprovação pelos congressos dos países sul-americanos. O objetivo é simplificar o comércio, reduzindo impostos e burocracias, facilitando o acesso de produtos do Mercosul ao mercado europeu e vice-versa.

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Fonte: Estado de Minas

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