Ex-servidora de cidade mineira é indiciada por desviar R$ 1 milhão dos cofres públicos; esquema usava empresas

Ex-servidora de cidade mineira é indiciada por desviar R$ 1 milhão dos cofres públicos; esquema usava empresas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PC) indiciou uma ex-servidora pública municipal de Carlos Chagas, na região do Vale do Mucuri, por suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres da prefeitura. A operação, batizada de “Game Over”, revelou um esquema que envolve peculato eletrônico e lavagem de dinheiro. Esquema de desvio e […]

Resumo

A Polícia Civil de Minas Gerais (PC) indiciou uma ex-servidora pública municipal de Carlos Chagas, na região do Vale do Mucuri, por suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres da prefeitura. A operação, batizada de “Game Over”, revelou um esquema que envolve peculato eletrônico e lavagem de dinheiro.

Esquema de desvio e lavagem de dinheiro

Segundo as investigações, a ex-servidora utilizava seu acesso privilegiado ao sistema administrativo da prefeitura para realizar alterações indevidas. Os valores desviados eram direcionados para contas próprias e de terceiros. Para justificar a origem do dinheiro, ela alegava ter obtido os recursos por meio de jogos eletrônicos, versão desmentida pela apuração policial.

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A Polícia Civil descreve o caso como um esquema estruturado, que contava com o uso de empresas e pessoas físicas para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores. O montante desviado ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, impactando diretamente os recursos públicos do município.

Outras cinco pessoas indiciadas

Além da ex-servidora, considerada a principal investigada, outras cinco pessoas foram indiciadas pelos crimes de lavagem de dinheiro. A investigação aponta que elas teriam participado ativamente na ocultação dos valores desviados, utilizando empresas e contas bancárias para dar aparência lícita ao dinheiro.

Apoio tecnológico e bloqueio de bens

A apuração contou com o suporte especializado do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Um veículo foi apreendido, dois imóveis tiveram seus bens bloqueados e aproximadamente R$ 200 mil em contas bancárias de investigados e de empresas ligadas ao esquema também foram sequestrados.

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O caso reforça a importância da fiscalização e do controle rigoroso sobre os recursos públicos em todas as esferas de governo em Minas Gerais, especialmente em municípios do interior do estado, onde a atenção a esses mecanismos de controle é fundamental para garantir a boa gestão e o atendimento às necessidades da população.

Fonte: G1

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