Itália sinaliza apoio e União Europeia se aproxima de acordo histórico com Mercosul após impasse de agricultores

Itália sinaliza apoio e União Europeia se aproxima de acordo histórico com Mercosul após impasse de agricultores

A União Europeia está mais perto de selar o acordo de livre comércio com o Mercosul. A Itália, que vinha resistindo à assinatura, sinalizou apoio após a Comissão Europeia apresentar uma proposta para acelerar o repasse de 45 bilhões de euros em auxílio aos agricultores europeus. A medida é vista como crucial para contornar as […]

Resumo

A União Europeia está mais perto de selar o acordo de livre comércio com o Mercosul. A Itália, que vinha resistindo à assinatura, sinalizou apoio após a Comissão Europeia apresentar uma proposta para acelerar o repasse de 45 bilhões de euros em auxílio aos agricultores europeus. A medida é vista como crucial para contornar as preocupações levantadas por países como França e a própria Itália, temerosos de um aumento na importação de produtos agropecuários mais baratos.

Avanço diplomático em Bruxelas

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou a carta enviada pela Comissão Europeia como um “passo positivo e significativo”. O ministro da Agricultura italiano, Francesco Lollobrigida, destacou que a proposta europeia prevê um aumento nos gastos com o setor agrícola italiano entre 2028 e 2034, revertendo a expectativa de cortes. Com este novo cenário, a Itália estaria pronta para votar a favor do acordo em uma reunião prevista para esta sexta-feira.

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O que está em jogo no acordo UE-Mercosul

O tratado, negociado ao longo de 25 anos, representa um dos maiores acordos de redução tarifária já propostos pela União Europeia. Se concretizado, ele visa fortalecer as exportações europeias, que enfrentam barreiras impostas pelos Estados Unidos, e diversificar cadeias de suprimento, reduzindo a dependência da China, especialmente no que tange a minerais estratégicos.

Desafios persistentes e a busca por consenso

Apesar do avanço com a Itália, a União Europeia ainda enfrenta a oposição de países como Polônia e Hungria, e a postura crítica da França. Para que o acordo seja assinado, é necessária a aprovação de 15 Estados-membros que representem 65% da população do bloco, uma maioria qualificada que a Comissão Europeia busca consolidar. A expectativa é que a assinatura possa ocorrer já na próxima semana, possivelmente em 12 de janeiro.

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Pressão dos agricultores e novas garantias

As manifestações de agricultores em diversos países europeus nas últimas semanas intensificaram o debate sobre os impactos do acordo. Em resposta, a Comissão Europeia convocou uma reunião com os ministros da Agricultura do bloco para apresentar garantias sobre o financiamento futuro da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo a criação de um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros. Discussões sobre controles de importação e níveis máximos de resíduos de pesticidas também estão em pauta, buscando tranquilizar os produtores rurais.

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Fonte: G1

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