Líder do PT acusa Flávio Bolsonaro de chantagem e compara estratégia familiar a ameaças de sanções

Líder do PT acusa Flávio Bolsonaro de chantagem e compara estratégia familiar a ameaças de sanções

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), classificou como “chantagem” a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que sua pré-candidatura à Presidência em 2026 teria um “preço” para ser retirada. Em declarações neste domingo (7), Farias argumentou que a fala do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa de […]

Resumo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), classificou como “chantagem” a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que sua pré-candidatura à Presidência em 2026 teria um “preço” para ser retirada. Em declarações neste domingo (7), Farias argumentou que a fala do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma tentativa de pressionar o Congresso Nacional.

Em publicação na rede social X, Lindbergh Farias ironizou a postura de Flávio Bolsonaro, que teria se lançado candidato na sexta-feira e já admitiria a possibilidade de desistência mediante negociação. “O Flávio Bolsonaro é uma piada. Ele se lançou candidato na sexta-feira e hoje já admite que pode desistir dizendo que ‘tem um preço’ para isso. É blefe, é pastelão”, escreveu o parlamentar.

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Chantagem como método familiar

Para o líder petista, a expressão “eu tenho um preço” utilizada por Flávio Bolsonaro evidencia uma prática recorrente na família. “O termo usado por ele, ‘eu tenho um preço’, escancara o método da família: a chantagem”, prosseguiu Farias.

Ele relembrou episódios anteriores envolvendo outros filhos do ex-presidente. “O irmão, Eduardo, já chantageou o País inteiro com ameaças de sanções ao ministro do STF (Alexandre de Moraes) e tarifas contra o Brasil, e o próprio Flávio repetiu o padrão da chantagem comparando o efeito disso aos ataques de bomba atômica a Hiroshima e Nagasaki.”

Farias acusou Flávio Bolsonaro de tentar negociar anistia para condenados por atos golpistas de 8 de janeiro com o Centrão, como condição para retirar sua candidatura presidencial. “Agora tenta negociar anistia com o Centrão como condição para retirar a candidatura.”

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Anistia inconstitucional e vexame para o Parlamento

O líder do PT considerou que a aprovação de uma anistia para atender a interesses políticos seria “uma vergonha gigantesca” para o Parlamento. “E pior: seria uma vergonha gigantesca se o Parlamento votasse anistia para atender ao capricho de Flávio Bolsonaro.”

Lindbergh Farias reforçou a ilegalidade e inconstitucionalidade de tal medida. “Além disso, a anistia é inconstitucional, viola cláusulas pétreas – dentre elas, o próprio Estado Democrático de Direito. Enfim, é um vexame, mais um capítulo da desmoralização permanente da família Bolsonaro.”

Contexto da declaração de Flávio Bolsonaro

As declarações de Flávio Bolsonaro ocorreram após ele participar de um culto em uma igreja evangélica em Brasília, acompanhado de sua esposa. Na ocasião, o senador informou que anunciaria nesta segunda-feira (8) o “preço” para sua desistência da disputa presidencial. A concessão de anistia aos condenados por atos golpistas foi citada como um dos temas em negociação.

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Reação de Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou sobre o assunto em sua rede social X. Ele compartilhou um vídeo de Flávio Bolsonaro e declarou que “desistir não é uma opção”.

“Desistir não é uma opção! Para trás nem para tomar impulso, somente para frente!”, escreveu Eduardo Bolsonaro, reforçando a intenção de manter a pré-candidatura do irmão.

Fonte oficial: Política

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