Justiça de BH condena homem a 6 anos e 8 meses de prisão por matar pai de criança autista após discussão por buzina

Justiça de BH condena homem a 6 anos e 8 meses de prisão por matar pai de criança autista após discussão por buzina

Um homem foi condenado a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pela morte de Cleidson Alves Campos, de 40 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2023, em um bar no bairro São João Batista, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A discussão que levou ao homicídio teria sido motivada […]

Resumo

Um homem foi condenado a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pela morte de Cleidson Alves Campos, de 40 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2023, em um bar no bairro São João Batista, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

A discussão que levou ao homicídio teria sido motivada pelo som da buzina de um carro. A vítima estava no estabelecimento com seu filho, uma criança autista de quatro anos, que acionou a buzina do veículo repetidamente.

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Discussão evoluiu para violência fatal

O barulho da buzina incomodou frequentadores do local, gerando um desentendimento entre o réu, identificado como Bruno Alves de Andrade, e a vítima. Segundo o boletim de ocorrência, Bruno chegou a ameaçar Cleidson, dizendo que buscaria uma arma para resolver a situação.

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Horas depois, na mesma noite, Bruno retornou ao bar armado. Testemunhas e investigações da Polícia Civil indicam que ele se aproximou de Cleidson e efetuou disparos à curta distância. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Risoleta Tolentino Neves, mas não resistiu aos ferimentos.

Qualificadoras retiradas e pena dosada

No decorrer do processo, os jurados decidiram retirar a qualificadora de homicídio por motivo fútil, após um acordo entre a defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A confissão espontânea do réu também foi um fator considerado na dosagem da pena.

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A juíza Maria Beatriz Fonseca da Silva fixou a condenação em seis anos e oito meses de reclusão, em regime semiaberto. A defesa de Bruno Alves de Andrade ainda pode recorrer da decisão judicial.

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Investigação apontou intolerância como motivo

Em abril de 2023, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Bruno por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Na época, a delegada responsável pelo caso destacou que a motivação estaria ligada à intolerância diante do comportamento da criança autista.

As investigações também revelaram que o réu utilizou uma arma emprestada por um vizinho para cometer o crime. Bruno Alves de Andrade se entregou à polícia em março de 2023, um mês após o ocorrido. A notícia repercute na capital mineira, onde a segurança pública e casos de violência continuam sendo temas de atenção.

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Fonte: O Tempo

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