A poucos meses do início oficial da campanha eleitoral, o Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais se encontra em uma encruzilhada para definir seu palanque ao governo estadual. O segundo maior colégio eleitoral do país apresenta um cenário complexo para a legenda, que busca consolidar o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Tentativa frustrada com Pacheco
Inicialmente, a expectativa petista era contar com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado, como candidato a governador. Pacheco, visto como um aliado com bom trânsito político, chegou a ser cotado, mas declinou da disputa, frustrando os planos iniciais do partido. Sua saída abriu um vácuo na chapa majoritária, que o PT precisa preencher com um nome competitivo.
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Marília Campos: o plano A em debate
A principal aposta do momento recai sobre a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos. Atualmente pré-candidata ao Senado, Marília é vista pela cúpula do PT como uma figura com forte apelo popular e capacidade de articulação. A ideia é que ela abdique de sua pretensão ao Senado para assumir a candidatura ao Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro.
A ex-prefeita de Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado, o que demonstra sua força eleitoral. No entanto, a transferência dessa popularidade para uma disputa pelo governo estadual ainda é um ponto de interrogação para os analistas políticos.
Intervenção de Lula e o plano B
A complexidade da situação em Minas Gerais tem levado lideranças petistas a pedir uma intervenção direta do presidente Lula. A expectativa é que o mandatário converse pessoalmente com Marília Campos para convencê-la a aceitar o desafio de disputar o governo. A força política do presidente pode ser decisiva para convencer a ex-prefeita a fazer o sacrifício em prol do projeto nacional.
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Caso Marília Campos mantenha sua decisão de concorrer ao Senado, o PT já articula um plano alternativo. O deputado federal Reginaldo Lopes surge como o nome cotado para compor o plano C. Com seis mandatos na Câmara dos Deputados e tendo sido relator de projetos de relevância nacional, Lopes pode ser uma alternativa para o partido.
Cenário eleitoral adverso
A necessidade de articulação do PT se intensifica diante de um cenário eleitoral desfavorável. Pesquisas recentes indicam que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto para o governo de Minas Gerais, com percentuais que variam entre 30% e 37% em diferentes cenários. A consolidação de um palanque forte para Lula é crucial para tentar reverter essa tendência e garantir a disputa em segundo turno.
A disputa em Minas Gerais é observada de perto por todo o país, dada a importância do estado no tabuleiro político nacional. A definição do nome que representará o PT na corrida pelo governo mineiro é um passo fundamental para a estratégia petista nas eleições.
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Fonte: G1