Minas Gerais se consolida como polo de terras raras com novo centro de pesquisa da Viridis em Poços de Caldas

Minas Gerais se consolida como polo de terras raras com novo centro de pesquisa da Viridis em Poços de Caldas

Poços de Caldas, no Sul de Minas, torna-se um epicentro estratégico para a mineração de terras raras com a inauguração do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) pela mineradora australiana Viridis. A unidade é considerada uma das maiores instalações semi-industriais fora da China, marcando um avanço significativo no Projeto Colossus. Avanço tecnológico […]

Resumo

Poços de Caldas, no Sul de Minas, torna-se um epicentro estratégico para a mineração de terras raras com a inauguração do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) pela mineradora australiana Viridis. A unidade é considerada uma das maiores instalações semi-industriais fora da China, marcando um avanço significativo no Projeto Colossus.

Avanço tecnológico e estratégico para o estado

Com um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões, o CPTR representa um passo fundamental para a futura operação industrial da Viridis em solo mineiro. A planta possui capacidade para processar 100 quilos de minério argiloso por hora, um volume consideravelmente superior ao de unidades-piloto similares encontradas em outros países, excluindo a China.

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Produção de elementos essenciais para a nova economia

A nova instalação em Poços de Caldas se dedicará à produção de elementos de terras raras cruciais para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e para a transição energética global. Entre os materiais a serem extraídos estão o neodímio, praseodímio, dispróssio e térbio, componentes vitais para a fabricação de ímãs permanentes, baterias de alta performance e equipamentos eletrônicos de última geração.

Impacto socioeconômico e cronograma de expansão

A futura planta industrial da Viridis em Minas Gerais tem previsão de demandar mais de US$ 350 milhões em investimentos, segundo o governo estadual. A expectativa é que os projetos da companhia no estado resultem na criação de mais de 2.500 empregos diretos e indiretos até 2029, impulsionando a economia regional e o desenvolvimento social. O cronograma da Viridis prevê a conclusão dos estudos de viabilidade em 2026, o início das obras da planta industrial em 2027 e o começo da produção comercial em 2028, consolidando Minas Gerais como um player relevante no mercado global de terras raras.

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Fonte: O Sul de Minas

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