O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou uma série de encontros diplomáticos em Washington D.C. na quarta-feira (27.mai.2026), reunindo-se com figuras proeminentes do governo dos Estados Unidos.
Entre os seus interlocutores estavam o Secretário de Estado, Marco Rubio, e o Vice-Presidente norte-americano, JD Vance, ambos do Partido Republicano. A comitiva brasileira também contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Agenda em Washington
As reuniões, realizadas no Departamento de Estado dos EUA, tiveram como foco principal as oportunidades de cooperação econômica e política entre Brasil e Estados Unidos.
Um dos temas centrais foi a projeção de uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026, buscando demonstrar interlocução direta com a cúpula do governo americano.
A segurança pública também esteve na pauta, com destaque para a defesa da urgência em classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras (FTO).
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Essa classificação, caso seja formalizada pelos EUA, impõe severas restrições financeiras globais às facções, incluindo bloqueio de ativos e contas bancárias nos EUA, além de impedir a entrada de seus membros no território americano.
Reunião com Donald Trump
A agenda em Washington ocorre um dia após Flávio Bolsonaro ter se encontrado com o ex-presidente Donald Trump na Casa Branca.
Relatos da comitiva indicam que Trump recebeu o senador de forma calorosa, iniciando a conversa com perguntas sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Durante o encontro com Trump, o jornalista Paulo Figueiredo confirmou que o ex-presidente americano teceu comentários positivos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiando seu dinamismo, embora outros comentários tenham sido mantidos em reserva.
Repercussão Política no Brasil
A movimentação política de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos é vista por aliados do PL como um importante ativo para a sua pré-campanha presidencial.
A viagem e os encontros têm sido monitorados de perto pelo Palácio do Planalto e pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Na véspera, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou publicamente a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, afirmando que o Brasil não necessitava de mais um membro da família atuando contra o país nos Estados Unidos.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro comentou sobre a continuidade de seus compromissos em Washington, prometendo novidades para o Brasil, que, segundo ele, “vai voltar a ser respeitado pelo mundo”.
Detalhes dos Encontros
Segundo nota divulgada por Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro chegou para as reuniões às 14h45 e deixou o local às 17h20.
Ao Secretário Rubio, o senador reiterou o pedido para a designação das facções criminosas como terroristas, o que, segundo Figueiredo, gerou preocupação e receptividade por parte de Rubio.
Com o Vice-Presidente Vance, que demonstrou atenção à liberdade de expressão, Flávio Bolsonaro apresentou os detalhes dos decretos assinados por Lula sobre a regulação das plataformas digitais no Brasil.
A viagem incluiu também reuniões com Christopher Landau, vice-secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor sênior para políticas do Brasil e enviado do governo Donald Trump.
A comitiva encerra sua visita aos Estados Unidos com dois encontros na Casa Branca e um no Departamento de Estado, totalizando uma agenda intensa com autoridades de primeiro escalão da política externa americana.
Fonte: {{fonte_original_detectada}}
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO