O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta quarta-feira (27.mai.2026) um vídeo em suas redes sociais enfatizando a importância de os brasileiros valorizarem o próprio país. A manifestação ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter se reunido com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Sem mencionar diretamente o senador ou o encontro em Washington, Lula, em gravação feita em Manaus (AM), pediu que os brasileiros aprendam a defender e a gostar do Brasil. Ele destacou as riquezas naturais únicas do país e declarou que a nação tem potencial para ser a melhor do mundo.
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Encontro em Washington
Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência, divulgou fotos de seu encontro com Donald Trump no Salão Oval na terça-feira (26.mai.2026). Segundo o senador, a conversa abordou temas como segurança pública, tarifas comerciais, terras-raras e minerais críticos.
O congressista também afirmou ter solicitado a Trump que os Estados Unidos classifiquem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Ao final da reunião, Flávio Bolsonaro recebeu de Trump uma *challenge coin*, moeda de honra tradicionalmente associada às Forças Armadas americanas, que ele descreveu como um gesto de grande prestígio.
Repercussão Política
A viagem do senador aos Estados Unidos gerou críticas de aliados do governo Lula. Membros da base governista interpretaram o encontro como uma tentativa de desviar o foco de discussões sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
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Deputados como Guilherme Boulos (Psol-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ) criticaram a postura do senador, com Boulos afirmando que a família Bolsonaro se humilha diante dos EUA, e Farias sugerindo que a viagem visava ofuscar o caso Vorcaro. O ex-ministro José Dirceu (PT) chegou a declarar que Flávio Bolsonaro foi aos EUA para “conspirar contra o Brasil”.
Por outro lado, a agenda em Washington foi celebrada por parlamentares da oposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN) viu no encontro um “novo caminho” para a segurança pública, enquanto a deputada J Júlia Zanatta (PL-SC) elogiou o pedido para que as facções criminosas fossem classificadas como terroristas.
Deputados como Carlos Jordy (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Maurício Marcon (PL-RS) e Mário Frias (PL-SP) também manifestaram apoio à reunião, com Jordy chegando a se referir a Flávio Bolsonaro como “seu presidente”.
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Fonte: G1