Cuba sob Pressão: Indiciamento de Raúl Castro Abre Caminho para Mudança de Regime ou Colapso

Cuba sob Pressão: Indiciamento de Raúl Castro Abre Caminho para Mudança de Regime ou Colapso

O indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato nos Estados Unidos acirrou as especulações sobre uma possível mudança de regime em Havana, intensificando a campanha de máxima pressão orquestrada pelo governo Donald Trump. A ação americana ocorre em um momento de severa escassez de energia e combustíveis em Cuba, com autoridades […]

Resumo

O indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato nos Estados Unidos acirrou as especulações sobre uma possível mudança de regime em Havana, intensificando a campanha de máxima pressão orquestrada pelo governo Donald Trump.

A ação americana ocorre em um momento de severa escassez de energia e combustíveis em Cuba, com autoridades dos EUA clamando pelo fim dos 66 anos de governo comunista na ilha.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Embora Trump tenha descartado a necessidade de uma “escalada” militar, a Casa Branca reiterou a posição de não tolerar um “Estado vilão” a poucos quilômetros do litoral americano.

Três cenários principais emergem como desdobramentos possíveis: a captura de Raúl Castro, a imposição de uma nova liderança em Havana ou um colapso econômico e social generalizado na ilha.

Captura de Raúl Castro: Um Precedente Possível?

O indiciamento de Castro está ligado à derrubada de duas aeronaves civis por caças cubanos em 1996. Isso reavivou a possibilidade de uma operação militar americana para sua captura, seguindo precedentes como a extradição de Nicolás Maduro na Venezuela e a invasão do Panamá para deter Manuel Noriega.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Gerardo Renault, ex-vereador e deputado, pai de Ana Paula Renault, morre aos 96 anos

Senadores americanos, como Rick Scott, defendem abertamente ações semelhantes contra Castro, argumentando que “o mesmo que aconteceu com Maduro deveria ocorrer com Raúl Castro”.

Especialistas militares consideram a operação viável, mas apontam riscos e complicações, incluindo a resistência local e a idade avançada do ex-líder.

Adam Isacson, especialista regional da ONG Escritório de Washington sobre a América Latina, sugere que a captura seria possível, mas seu impacto na estrutura de poder cubana seria limitado, dado que Castro renunciou à presidência em 2018.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

“Não acho que afetaria muito a estrutura de poder em Cuba. Ele tem 94 anos”, explica Isacson, ressaltando que a influência da família Castro, embora presente, não é a base fundamental do sistema.

No entanto, o impacto político interno nos EUA seria significativo, com o objetivo de “humilhar os Castro e colocar um dos revolucionários originais de 1959 atrás das grades”.

Busca por Mudança de Liderança em Havana

Outra via considerada pelos EUA é a substituição da liderança cubana, possivelmente em um modelo similar ao da Venezuela, onde o governo permaneceu em grande parte intacto, mas passou a dialogar diretamente com a administração Trump.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  PT cobra debate sobre autonomia do BC e relação com bancos após caso Master

Trump afirmou estar em contato com figuras cubanas que buscam auxílio em meio à crise econômica. Recentemente, o diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades cubanas, incluindo o neto de Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, e o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas.

O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou a preferência por um “acordo negociado”, que poderia envolver a abertura econômica, incentivo a investimentos estrangeiros, participação de cubanos no exílio e o fim da presença de agências de inteligência russas ou chinesas na ilha.

O objetivo seria evitar a instabilidade na ilha, um receio compartilhado por especialistas como Michael Shifter, da Universidade de Georgetown.

Contudo, o desafio para o governo Trump reside na ausência de uma figura opositora proeminente e clara em Cuba, diferentemente do cenário venezuelano.

“Não acho que exista uma óbvia Delcy Rodríguez na ilha”, aponta Shifter, “e o poder funciona de forma diferente em Cuba, em relação à Venezuela.”

Colapso Econômico e Social como Cenário Final

A terceira possibilidade é que Cuba sucumba às imensas pressões econômicas, que já resultam em apagões diários e escassez generalizada de alimentos.

Leia também:  Ação dos EUA na Venezuela pode selar o fim da era Castro na América Latina

Trump expressou sua crença de que o país está “se desfazendo” e que o governo “perdeu o controle”.

No entanto, especialistas ponderam que os mecanismos de controle do Estado cubano sobre a população permanecem robustos, apesar da crise econômica.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

“Você precisa distinguir a economia cubana do Estado e do governo de Cuba”, diferencia Shifter. “A economia cubana pode entrar em colapso e está entrando… mas o Estado ainda funciona, especialmente em relação à segurança.”

Um eventual colapso estatal poderia desencadear um êxodo em massa de cubanos, especialmente rumo aos Estados Unidos, replicando o fluxo migratório do Haiti.

Isacson se diz “surpreso” pela ausência desse fluxo até o momento, considerando as condições de subsistência precárias na ilha, com relatos de acesso limitado a calorias diárias e assistência médica básica.

A possibilidade de uma onda migratória aumenta a complexidade para o governo Trump, que já implementou restrições à imigração durante sua gestão.

A Flórida, pela proximidade geográfica, seria o destino mais provável, mas fluxos migratórios para o México também são esperados.

Fonte: {{fonte_original_detectada}}

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!