Mazza Edições celebra 45 anos de literatura negra com evento gratuito de lançamento de coleção em Belo Horizonte

Mazza Edições celebra 45 anos de literatura negra com evento gratuito de lançamento de coleção em Belo Horizonte

A Mazza Edições, fundamental no cenário literário afro-brasileiro, comemora quatro décadas e meia de atuação com um evento especial em Belo Horizonte. A editora, reconhecida por sua luta na difusão da cultura negra, apresenta a coleção inédita “Falar o Mundo” neste sábado (23). O encontro comemorativo acontecerá no Espaço Comum Luiz Estrela, localizado no bairro […]

Resumo

A Mazza Edições, fundamental no cenário literário afro-brasileiro, comemora quatro décadas e meia de atuação com um evento especial em Belo Horizonte. A editora, reconhecida por sua luta na difusão da cultura negra, apresenta a coleção inédita “Falar o Mundo” neste sábado (23).

O encontro comemorativo acontecerá no Espaço Comum Luiz Estrela, localizado no bairro São Lucas, região Leste da capital. A programação, que se estende das 10h às 14h, é gratuita e aberta ao público, oferecendo um espaço de celebração e interação com a literatura.

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Nova Coleção e Obras de Destaque

O lançamento principal da celebração é a coleção “Falar o Mundo”, pensada para abrigar narrativas que exploram as vivências negras sob diversas perspectivas literárias e linguísticas. A iniciativa busca dar visibilidade a trabalhos que muitas vezes ficam à margem das estruturas editoriais convencionais.

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Além da nova série, a Mazza Edições também lança uma edição renovada de “O Homem Azul do Deserto”, da renomada escritora Cidinha da Silva. A obra “Diário Negro de Tóquio”, de Henrique Marques Samyn, é o título que inaugura oficialmente a coleção “Falar o Mundo”, prometendo trazer novas reflexões sobre a experiência negra.

Uma Trajetória de Luta e Resistência

Fundada em 1981 pela visionária mineira Maria Mazzarello Rodrigues, conhecida como Mazza, a editora nasceu de uma profunda inquietação. Durante seus estudos em Paris, Mazza observou a escassez de personagens negros em livros infantis e juvenis, contrastando com a abundância vista na Europa.

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“Decidi que voltaria para o Brasil para abrir uma editora que publicaria a negritude e colocaria meu conhecimento a serviço dessa luta”, relembrou Mazza, hoje aos 85 anos, sobre o impulso inicial para criar a Mazza Edições.

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Os primeiros anos foram de árdua batalha, com publicações frequentemente marginalizadas. “Até os 22 anos de editora, costumo dizer que sempre entrávamos pela porta dos fundos”, descreve Mazza. A virada significativa ocorreu a partir de 2003, com a promulgação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas. “Nossas publicações passaram a ser valorizadas de forma diferente e nossa realidade começou a mudar”, celebra.

Obras que Ampliam Horizontes

A coleção “Falar o Mundo” é coordenada pela escritora e professora Fabiana Carneiro da Silva, que reforça o objetivo de valorizar produções diversas. “O Homem Azul do Deserto”, de Cidinha da Silva, autora premiada e reconhecida por suas obras que fomentam o debate racial e social, e “Diário Negro de Tóquio”, de Henrique Marques Samyn, frequentador de importantes eventos literários como a Flip, são os primeiros frutos desse projeto.

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Ambos os títulos possuem 112 páginas e estarão disponíveis para venda pelo preço de capa de R$ 62, representando um acesso democrático a conteúdos de grande relevância cultural e social para a capital mineira e todo o país.

Fonte: O Tempo

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