Júri de Ipatinga condena 'Gaguinho' a 97 anos por duplo homicídio e organização criminosa

Júri de Ipatinga condena ‘Gaguinho’ a 97 anos por duplo homicídio e organização criminosa

O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, no Vale do Aço, proferiu uma sentença de 97 anos de prisão contra Gabriel Mendes Ernesto, apelidado de ‘Gaguinho’. Ele foi considerado culpado por duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa qualificada. O julgamento ocorreu no auditório da Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa), no […]

Resumo

O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, no Vale do Aço, proferiu uma sentença de 97 anos de prisão contra Gabriel Mendes Ernesto, apelidado de ‘Gaguinho’. Ele foi considerado culpado por duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa qualificada.

O julgamento ocorreu no auditório da Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa), no bairro Veneza I. As sessões do Tribunal do Júri na cidade têm sido realizadas em locais alternativos, como a Fadipa e a Câmara Municipal, devido a obras em andamento no prédio do Fórum.

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Outras Condenações Marcantes na Região

Este caso se soma a outras condenações recentes que têm impactado a segurança pública no Vale do Aço. No dia 14 de outubro, na Câmara Municipal de Ipatinga, outros indivíduos foram sentenciados em processos relacionados à criminalidade organizada.

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Entre os condenados estão Leon Eres, o ‘Lealzinho’, a 104 anos e seis meses; Wesley Teixeira Morin, a 77 anos e três meses; Guilherme Souza Drummond, a 45 anos, um mês e quinze dias; Jean-Brendan Washington Ferreira Alves, a 53 anos, sete meses e quinze dias; e Wackler Rodrigo Cosbicalho, a seis meses de prisão. Essas sentenças refletem a atuação do Poder Judiciário no combate a grupos criminosos que atuam na região.

Detalhes do Duplo Homicídio

Os crimes pelos quais Gabriel Mendes foi condenado ocorreram em 24 de maio do ano passado. Na ocasião, por volta das 13h30, no bairro Planalto, em Ipatinga, indivíduos armados com espingarda calibre 12, pistolas e revólveres executaram Gabriel Alves e Vitor Rodrigues.

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Carlos Sérgio foi alvo de tentativa de homicídio e sobreviveu. O crime foi caracterizado como torpe, com uso de recursos que dificultaram a defesa das vítimas e em via pública, colocando em risco a população local.

Organização Criminosa e Tráfico de Drogas

As investigações apontaram que o grupo agia de forma organizada com o objetivo de controlar o tráfico de drogas na região. Uma carta divulgada pelo grupo anunciava uma nova gestão do comércio ilícito, o que teria sido o estopim para a ação criminosa.

O promotor Jonas Juniárez Costa Monteiro destacou a importância da condenação. Segundo ele, a decisão representa um marco na responsabilização pelos crimes cometidos e reafirma o compromisso do Ministério Público em proteger a vida e a segurança dos cidadãos do Vale do Aço frente à atuação de organizações criminosas.

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